sábado, 29 de maio de 2010

Louco devaneio....

É engraçado. Se fosse fazer uma lista de casais que conheço que estão juntos até hoje, essa lista seria preenchida por um redondo 0. Fico a pensar onde tudo isto vai parar...  O fim da familia nuclear, como lhe chamam os entendidos da coisa. Não percebo como é possivel duas pessoas se juntarem, terem filhos depois separam-se juntam-se com outras pessoas, teem mais filhos, depois separam-se outra vez e continua a lenga lenga... Que tipo de educação terão estes filhos? Como podem eles perceber o que é um compromisso se nem os seus modelos de vida o conseguem manter?

Mas comecemos pelo inicio, nunca percebi aquelas relações onde os amigos são mais importantes que o namorado/namorada. Pois a cima de tudo aquele homem/mulher com quem estamos é suposto ser nosso amigo(a), o melhor amigo(a), o primeiro amigo(a). E depois sim veem as outras amizades. Mas é tão dificil perceber isto? 

Amigos? amizades? vêem e vão ao longo da vida, algumas tão rápidas como o queimar de um fósforo, outras duram um ano ou dois para depois se eclipsarem, apenas algumas se mantem para toda a vida...

Vivemos numa sociedade tão desprovida de senso, de sentimentos, de moral que não percebemos os fundamentos basicos de uma relação, de dois seres caminharem na mesma direcção porque gostam e admiram-se mutuamente. Não há senso do que é partilhar o espaço, partilhar a vida, partilhar as dificuldades, partilhar as felicidades. Sim! Aquela "parvoice" toda que se diz quando se casa, afinal tem algum sentido! Mas alguem liga a isso? Não porque agora o que está na moda é uniões de facto, é o "tarmos juntos sem compromisso porque se de hoje para a amanhã me farto de ti, ponho-me a andar"

Mas não percebo, como é possivel estar numa relação com alguem anos e anos e de repente sair dela. Mas será possivel que não haja o minimo de respeito pelo tempo que passaram juntos, de um pedaço existencial que passaram juntos. Será que não há percepção de que temos que dar e receber?! Estão todos tão ocupados a pensar em si próprios, na sua egocentricidade que não percebem o que é partilhar, o que é ser independente dentro da dependencia que é o casal.

Mas claro! O que estou para aqui a dizer, hoje em dia quem pensa assim é antiquado... Pois sou muito antiquado então, e quando dou, dou a sério. Quando estou com alguem, estou a sério! Nada de meios termos, meios espaços, meios caminhos, ou é ou não é. Não me permito complicar o que para mim é simples e claro como a água...

Depois há o argumento da juventude "ah e tal sou jovem quero é andar prai curtir!" Subentenda-se que curtir é andar prai com outras(os) gajas(os). Até acho piada, ver tantos velhos com mania que são jovens a curtir! Gente que ja devia ter idade para ter algum juízo a portar-se pior que adolescentes na puberdade. Deixo uma sugestão, façam logo uma orgia massiva todos os fins-de-semana, porque não!? Há pois, vivemos num pais católico, não podemos fazer coisas dessas... Mas bem o podemos fazer de forma faseada não é?! Que piada...

Dedico este louco devaneio aqui "cuspido" a todos e todas que passaram pelo que estou aqui a falar, e que ainda são antiquados(as) como eu. Um bem haja a vocês e não mudem para pior por favor!

2 comentários:

Anónimo disse...

Estou plenamente de acordo contigo!
É nauseante a forma como as relações são encaradas hoje em dia...deixa-me dizer-te que no entanto, também discordo do casamento, não porque "quero andar prái a curtir" lolol mas porque não acredito nele enquanto pertencente à instituição a que pertence. De todo o modo concordo em pleno, quando damos é por inteiro, a tempo inteiro e subscrevo a tua frase "(...)não percebem o que é partilhar, o que é ser independente dentro da dependencia que é o casal", que além de bem conseguida, resume tudo o que disseste.
Gostei :)

K disse...

Mas é a tal cena, o casamento não precisa ser só pela igreja. E embora a igreja seja uma instituição totalmente corrompida a verdade é que os votos ditos no casamento não são com toda a certeza de origem cristã ou católica. Mas sim, e como tudo no cristianismo, de forte influencia, se não for cópia, dos rituais a que eles chama pagãos. E nesse ponto são votos ancestrais que essa religião corrompida acabou por transmitir até hoje. Nesse aspecto concordo com o casamento, mas não faz mal se não queres casar pela igreja, casamos no registo civil! lol :P

Tou a brincar! Obrigado pelos comentários :)