Quem chega a esta cidade alimenta-se pela sua fachada de beleza. Á primeira vista parecemos estar em um novo mundo, extremamente avançado, uma autêntica nova civilização. Os habitantes desta cidade esforçam-se para que bela seja, mas só partes dela, perferem esquecer toda a cidade e fazer brilhar certas partes para aos olhos do mundo bela a cidade parecer. Quando cá se chega, ficamos fascinados pela beleza imesurável que nos rodeia, mas aos poucos...
...Vamos vendo a realidade...
As pessoas não sorriem, não são felizes, não são nada. São autênticos autómatos que se deslocam num ritmo extremamente acelerado, sempre tendo em mente um objectivo, uma meta que a todos é comum, mas que poucos lá chegam. Querem todos algo ser. E querem-no a todo o custo nem que para isso tenham de passar por cima de outros seus semelhantes. Nesta cidade o poder está nas mentes de todos, e tão embrenhados estão com esta meta que acabam por ficar perdidos dentro de si próprios. Quando estas pessoas chegam a casa e reflectem sobre o seu dia, sentem-se infelizes, alienadas de tudo e todos, não conseguem alimentar a réstea de felicidade que ainda circula no seu coração. Em vez disso alimentam o cérebro, alimentam as necessidades para se sentirem preparados para mais um dia de luta contra todos os outros que querem o seu lugar. Julgam-se felizes se alimentam o cérebro, mas o coração vazio é a prova de que estas pessoas são infelizes.
Esta cidade está cheia de problemas. Os próprios habitantes o dizem, problemas, probleminhas e problemões, tudo é um problema enorme que tem de ser resolvido imediatamente. Estes problemas são sempre resultado do desejo humano de atingir a sua meta de vida. Desprezam todos os outros e revoltam-se com os minimos problemas. Um vizinho que acorda cedo para ir para o trabalho mas faz barulho nas escadas quando as desce. Um taxista que buzina numa fila de carros assim que a luz se torna verde e o carro da frente não arrancou imediatamente. Os casos de mesquinhice são muitos e variados e consomem estas pessoas por dentro. Pois não querem nada nem ninguêm que lhes destrua a sua "felicidade" e as suas metas.
Na cidade dos sorrisos perdidos não há amor. As pessoas correm para satisfazer as suas necessidades imediatas e no mais curto espaço de tempo. O problema é que neste modo de vida as pessoas pouco tempo têm para se precaver e é nesta altura que estas gentes enfrentam problemas verdadeiros, crianças nascem sem pais. Quer dizer, têm pais, mas a mãe não sabe de quem é o filho e o pai mesmo sabendo não quereria saber, ter um filho é algo que não lhe interessa, só lhe estragaria o seu objectivo final. São crianças orfãs, atiradas para as babysitters e depois para a Playstation e o computador. Isto caso a mamã tiver dinheiro, pois não o tendo o orfão vai para as ruas e acaba por expressar a sua sensação de vazio contra os outros. Contra quem ele puder odiar.
É nesta altura que o orfão é consumido pela cidade, ele torna-se ele próprio um instrumento da cidade. Um instrumento politico, ao orfão fazem uma lavagem cerebral e ele passa a odiar quem a cidade quer que ele odeie, o resultado final são os orfãos a matarem-se uns aos outros para descrédito dos pais, que pobres e apáticos aos "filhos" vêem estas lutas como algo irreal. Os ricos desprezam estas guerras de orfãos cospem nos seus cadáveres e dão graças divinas por ter tirado mais empecilhos do seu caminho.
Quem chega a esta cidade está condenada á partida, ou se torna um autómato, ou vai-se embora. Quem ficar e não se transformar, está condenado a ser destruido pelos próprios autómatos humanos, que usam a ingenuidade de um estrangeiro, usam, abusam e gozam. E quando já não precisam deitam-nos fora, são autenticos humanos descartáveis jogados no lixo. Estas pobres almas chegam com a felicidade no coração. Sorriem quando falam com um empregado de uma qualquer loja, o que suscita um extremo desconforto no autómato do outro lado do balcão. Estes projectos de autómatos falam com as pessoas, conversam, interagem, vivem a sua vida aproveitando cada dia. Não querem grandes riquezas ou grande poder, apenas querem o suficiente para serem felizes e para poderem partilhar essa felicidade. São autênticos alvos a abater estas pessoas que sorriem, porque nesta cidade não pode haver sorrisos, as próprias pessoas não deixam que estes existam.
"Experimenta sorrir, é mais original"
...Vamos vendo a realidade...
As pessoas não sorriem, não são felizes, não são nada. São autênticos autómatos que se deslocam num ritmo extremamente acelerado, sempre tendo em mente um objectivo, uma meta que a todos é comum, mas que poucos lá chegam. Querem todos algo ser. E querem-no a todo o custo nem que para isso tenham de passar por cima de outros seus semelhantes. Nesta cidade o poder está nas mentes de todos, e tão embrenhados estão com esta meta que acabam por ficar perdidos dentro de si próprios. Quando estas pessoas chegam a casa e reflectem sobre o seu dia, sentem-se infelizes, alienadas de tudo e todos, não conseguem alimentar a réstea de felicidade que ainda circula no seu coração. Em vez disso alimentam o cérebro, alimentam as necessidades para se sentirem preparados para mais um dia de luta contra todos os outros que querem o seu lugar. Julgam-se felizes se alimentam o cérebro, mas o coração vazio é a prova de que estas pessoas são infelizes.
Esta cidade está cheia de problemas. Os próprios habitantes o dizem, problemas, probleminhas e problemões, tudo é um problema enorme que tem de ser resolvido imediatamente. Estes problemas são sempre resultado do desejo humano de atingir a sua meta de vida. Desprezam todos os outros e revoltam-se com os minimos problemas. Um vizinho que acorda cedo para ir para o trabalho mas faz barulho nas escadas quando as desce. Um taxista que buzina numa fila de carros assim que a luz se torna verde e o carro da frente não arrancou imediatamente. Os casos de mesquinhice são muitos e variados e consomem estas pessoas por dentro. Pois não querem nada nem ninguêm que lhes destrua a sua "felicidade" e as suas metas.
Na cidade dos sorrisos perdidos não há amor. As pessoas correm para satisfazer as suas necessidades imediatas e no mais curto espaço de tempo. O problema é que neste modo de vida as pessoas pouco tempo têm para se precaver e é nesta altura que estas gentes enfrentam problemas verdadeiros, crianças nascem sem pais. Quer dizer, têm pais, mas a mãe não sabe de quem é o filho e o pai mesmo sabendo não quereria saber, ter um filho é algo que não lhe interessa, só lhe estragaria o seu objectivo final. São crianças orfãs, atiradas para as babysitters e depois para a Playstation e o computador. Isto caso a mamã tiver dinheiro, pois não o tendo o orfão vai para as ruas e acaba por expressar a sua sensação de vazio contra os outros. Contra quem ele puder odiar.
É nesta altura que o orfão é consumido pela cidade, ele torna-se ele próprio um instrumento da cidade. Um instrumento politico, ao orfão fazem uma lavagem cerebral e ele passa a odiar quem a cidade quer que ele odeie, o resultado final são os orfãos a matarem-se uns aos outros para descrédito dos pais, que pobres e apáticos aos "filhos" vêem estas lutas como algo irreal. Os ricos desprezam estas guerras de orfãos cospem nos seus cadáveres e dão graças divinas por ter tirado mais empecilhos do seu caminho.
Quem chega a esta cidade está condenada á partida, ou se torna um autómato, ou vai-se embora. Quem ficar e não se transformar, está condenado a ser destruido pelos próprios autómatos humanos, que usam a ingenuidade de um estrangeiro, usam, abusam e gozam. E quando já não precisam deitam-nos fora, são autenticos humanos descartáveis jogados no lixo. Estas pobres almas chegam com a felicidade no coração. Sorriem quando falam com um empregado de uma qualquer loja, o que suscita um extremo desconforto no autómato do outro lado do balcão. Estes projectos de autómatos falam com as pessoas, conversam, interagem, vivem a sua vida aproveitando cada dia. Não querem grandes riquezas ou grande poder, apenas querem o suficiente para serem felizes e para poderem partilhar essa felicidade. São autênticos alvos a abater estas pessoas que sorriem, porque nesta cidade não pode haver sorrisos, as próprias pessoas não deixam que estes existam.
"Experimenta sorrir, é mais original"
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