Que triste, tristeza, tristonha invade tristemente a minha triste existencia. Estou preso ao que não sou, Preso ao que podia ser mas não é. Preso ao sonho irreal. Preso ao nada que me rodeia num tornado de sentimentos sem sentido. Vivendo numa prisão de irrealidades reais. De brutalidades brutalmente brutas mas sem razões razoaveis de o serem. Sou uma máquina desligada, sem movimentos ou sentimentos que me façam agir. Pois estou chocado. Chocado com a impossibilidade de haver algo belo no prazer de viver. Chocado com a negrura que cobre tudo e todos os que me rodeiam. Não existe nada de concreto, nem nada de positivo, não existe estabilidade ou qualquer tipo de valor.
Estou tudo isto. Porque estou perdido. Perdido no mar. Á deriva. A nadar á procura de terra. Não estou sozinho. Comigo estás tu que lês isto. Bem como todos os nossos amigos familiares, conhecidos, colegas. E os familiares, amigos e colegas deles. E os colegas, familiares e amigos deles. Estamos perdidos. Todos á deriva a procurar um caminho. Muitos apenas nadam, gostam de nadar á procura de terra, nesse acto encontram a felicidade. São felizes apenas por nadar e nadar e nadar até que.... morrem... depois de uma vida inteira a nadar.
Mas há aqueles que nadam, mas sabem que nunca vão encontrar terra e nadam infelizes, vendo esses excelentees nadadores felizes a morrerem a seu lado depois de uma vida a nadar sem nunca chegar a lado nenhum. Alguns pensam que encontraram terra e passeiam-se loucamente como se a tivessem encontrado. Mas então morrem. E os seus corpos flutuam como os de todos os outros.
Estou tudo isto porque sei que nadar é inutil, sei que se nadar nunca chegarei a terra. Sei que estou preso neste mar a que chamam de vida. Sinto-me sozinho e abandonado porque todos querem nadar e não vêem o quão inutil isso é. Eu não nado para lado nenhum. Embora saiba que o deva fazer. Prefiro mergulhar. Ouvir o som da água nos meus ouvidos, os ecos dos chamamentos dos golfinhos e das baleias. Ver o zul profundo, os peixes de todas as cores, os molyscos, os crustaceos a vida que abunda mesmo debaixo de todos os nossos pés de seres que não nadam, pois vivem no seu estado natural. De seres que apenas são o que são e não se preocupam em ser nada mais alem do que são.
Se pudesse escolher, preferia ser um ser do mar, pois assim estaria no meu meio natural e não me veria compelido a nadar. Mas não o sou. Sou apenas um humano. Como todos os que me rodeiam neste mar. E como o sou, sou obrigado a fazer aquilo que nós humanos melhor fazemos, que é nadar. Nadar em direcção ao nada, ao fim, ao incompleto limite de ser-se um macaco nu pensador.
Estou ainda a olhar o fundo do mar... Estou sozinho, todos já estão longe, nadando em direcção ao pôr do sol. Dou uma braçada. A custo dou outra. Sou apenas humano, e nos limites da minha condição devo fazer aquilo que o meu instinto me obriga a fazer. Nadar até ao fim.
Estou tudo isto. Porque estou perdido. Perdido no mar. Á deriva. A nadar á procura de terra. Não estou sozinho. Comigo estás tu que lês isto. Bem como todos os nossos amigos familiares, conhecidos, colegas. E os familiares, amigos e colegas deles. E os colegas, familiares e amigos deles. Estamos perdidos. Todos á deriva a procurar um caminho. Muitos apenas nadam, gostam de nadar á procura de terra, nesse acto encontram a felicidade. São felizes apenas por nadar e nadar e nadar até que.... morrem... depois de uma vida inteira a nadar.
Mas há aqueles que nadam, mas sabem que nunca vão encontrar terra e nadam infelizes, vendo esses excelentees nadadores felizes a morrerem a seu lado depois de uma vida a nadar sem nunca chegar a lado nenhum. Alguns pensam que encontraram terra e passeiam-se loucamente como se a tivessem encontrado. Mas então morrem. E os seus corpos flutuam como os de todos os outros.
Estou tudo isto porque sei que nadar é inutil, sei que se nadar nunca chegarei a terra. Sei que estou preso neste mar a que chamam de vida. Sinto-me sozinho e abandonado porque todos querem nadar e não vêem o quão inutil isso é. Eu não nado para lado nenhum. Embora saiba que o deva fazer. Prefiro mergulhar. Ouvir o som da água nos meus ouvidos, os ecos dos chamamentos dos golfinhos e das baleias. Ver o zul profundo, os peixes de todas as cores, os molyscos, os crustaceos a vida que abunda mesmo debaixo de todos os nossos pés de seres que não nadam, pois vivem no seu estado natural. De seres que apenas são o que são e não se preocupam em ser nada mais alem do que são.
Se pudesse escolher, preferia ser um ser do mar, pois assim estaria no meu meio natural e não me veria compelido a nadar. Mas não o sou. Sou apenas um humano. Como todos os que me rodeiam neste mar. E como o sou, sou obrigado a fazer aquilo que nós humanos melhor fazemos, que é nadar. Nadar em direcção ao nada, ao fim, ao incompleto limite de ser-se um macaco nu pensador.
Estou ainda a olhar o fundo do mar... Estou sozinho, todos já estão longe, nadando em direcção ao pôr do sol. Dou uma braçada. A custo dou outra. Sou apenas humano, e nos limites da minha condição devo fazer aquilo que o meu instinto me obriga a fazer. Nadar até ao fim.
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