"The Grand Tour was the traditional travel of Europe undertaken by mainly upper-class European young men of means. The custom flourished from about 1660 until the advent of mass railroad transit in the 1840s, and was associated with a standard itinerary."
Outubro de 2008. O Taxista espera-me. O tipico taxista lisboeta adormecido por uma madrugada de trabalho. "Aeroporto" digo-lhe quando entro no Taxi. Despeço-me de Lisboa, voltarei daqui a 30 dias. Chego, pago ao homem adormecido, vou imediatamente para o check-in. Chego perto do avião mas ainda faltam dez minutos para o embarque. Fico ali á espera impacientemente. Finalmente deixam-nos embarcar, entro nos autocarros do aeroporto, sou o primeiro. Sou o único. Único português a entrar naquele autocarro, de repente toda a gente á minha volta fala outra lingua. Toda a gente á minha volta veste-se de uma forma diferente, mexe-se de uma forma diferente, expressa-se de uma forma diferente. Falam mais alto, falam cantando, falam o mais belo italiano.
Outubro de 2008. O Taxista espera-me. O tipico taxista lisboeta adormecido por uma madrugada de trabalho. "Aeroporto" digo-lhe quando entro no Taxi. Despeço-me de Lisboa, voltarei daqui a 30 dias. Chego, pago ao homem adormecido, vou imediatamente para o check-in. Chego perto do avião mas ainda faltam dez minutos para o embarque. Fico ali á espera impacientemente. Finalmente deixam-nos embarcar, entro nos autocarros do aeroporto, sou o primeiro. Sou o único. Único português a entrar naquele autocarro, de repente toda a gente á minha volta fala outra lingua. Toda a gente á minha volta veste-se de uma forma diferente, mexe-se de uma forma diferente, expressa-se de uma forma diferente. Falam mais alto, falam cantando, falam o mais belo italiano.
O avião parte e Portugal fica para trás. Espanha surge e fica para trás, o Mediterraneo, a costa Italiana e finalmente a descida para Bolonha...
"Vascone! Não acredito que estás aqui!"
BATATAS!
Bolonha, dia um. Jantar na casa do Mauri em Bolonha. A malta juntou-se toda para uma jantarada. Entre eles está Jack, um rapaz que aparentemente gosta muito de batatas fritas pois estava só a dizer "Patata, Patata, Patata" entre as conversas sobre Tenco Metal Medieval! Perguntei-lhe que se passava pois estranhava aquela fixação dele ao que ele respondeu no mais belo Italiano:
- Mi Piaja le patati - Percebeu então que eu não falava italiano e tentou o inglês - Scusa, I like tomatoes very much!
TWILIGHT ZONE
1ª Semana, algures em Rimini. O carro está parado em um semáforo, vamos á pizzaria mais uma vez, a pizzaria que tem o seu forno a lenha a trabalhar 24 horas por dia. A melhor pizza de Rimini segundo o Mauri, sou obrigado a concordar com ele. Sinto o carro descair, e vejo o Mauri a carregar no travão incessantemente "No Frena" grita ele em pânico (para quem não conhece o Mauri, fique a saber que vê-lo em pânico é um momento único na vida, pois trata-se de um rapaz super calmo e tranquilo e se ele está em pânico é porque algo muito mau está acontecer). Agarro no travão de mão com todas as minhas forças e puxo-o.
Oiço o rugido do motor do carro á nossa frente e do autocarro ao nosso lado. Ambos seguem exactamente á mesma velocidade, dentro do carro eu e o Mauri haviamos até á um segundo atrás lutado desesperadamente para manter o carro imóvel. Mas ele estava imóvel! Esteve parado o tempo todo! Mas tanto eu como o Mauri sentimos o carro a descair!!!!!
Posso dizer de boca cheia, estive na Twilight Zone Italiana, fica no centro de Rimini. Se quiserem saber a rua exacta, perguntem ao Mauri.
"Vasconcelos! É muito estranho estares aqui comigo na minha casa!"
BABABURI?
2ª semana, Centro Comercial de Lecce. Estou no sul, com o Vincenzo. Conheci há pouco o Michele um grande amigo do Vincenzo aqui em Lecce:
Vincenzo: Vasconcelos vou convidar o Michael para almoçar connosco o que achas?
Eu: Por mim tudo bem...
Vincenzo: (Dirigindo-se a Michele fala-lhe na sua lingua nativa).
Michele: (Responde tambem na sua lingua nativa).
Vincenzo: (Parece não concordar, mas não percebo nada do que disse).
Michele: (Levanta a voz gesticulando velozmente com ambos os braços).
Vincenzo: (Começa uma acesa discussão com o Michele, ambos gesticulando e como um ar extremamente agressivo. Começo a ficar com medo).
Eu: Que se passa?!
Vincenzo: (extremamente sério) Desculpe Vasconcelos! Estamos a discutir o que vamos comer!
25 DE ABRIL! SEMPRE!
Nessa mesma noite sai com os amigos do Vincenzo. Fomos a um bar medieval de nome William Wallace, completamente a abarrotar de gente de muitas nacionalidades. Não fosse Lecce uma tipica cidade Universitária. Depois de algumas horas a beber, a fumar charuto e a engatar raparigas com a minha T-Shirt dos Metallica, (lol) acabamos a noite junto á praça principal da cidade, onde iria haver uma manifestação de estudantes. De facto lá estavam os cartazes, mas os alunos manifestantes nem vê-los. Decidimos voltar para casa. Quando já estavamos quase no carro, vemos essa massa amorfa de alunos a dirigir-se para a praça principal. Corremos com vontade de ir lá para o meio armar confusão. Começamos a marchar como verdadeiros manifestantes, no meio da marcha silenciosa. Não resisti e gritei bem alto erguendo o meu punho direito: "VIVÓ 25 D'ABRILE!!!!" com o sotaque mais lisboeta que consegui expressar. Para meu espanto. Todos os manifestantes á minha volta começaram a gritar palavras de ordem em Italiano! Quem diria que o 25 de Abril é tambem uma importante data em Italia!
LAGARTO SUICIDA
Tursi, cidade da Basilicata docemente construida no topo de um monte, conforme a cidade cresceu as casas foram construidas mais para baixo até chegarem hoje ao sopé do monte. No entanto, a parte antiga da cidade divide-se da parte mais recente por uma rua, apenas uma rua. Com casas de um lado e um muro do outro, que protege os transeuntes de uma queda com varias dezenas de metros. Desciamos esta rua, quando reparo num lagarto a apanhar banhos de sol em cima do muro. Segui despreocupado, embora esse não fosse o sentimento do lagarto que começou a fugir desalmadamente ao longo do muro enquanto eu seguia o meu caminho rua abaixo. A cena prolongou-se durante um bocado a cada passo que eu dava, o lagarto corria ciquenta passos em pÂnico. Até que de repente, virou para o lado exterior do muro. E num ultimo impulso, saltou para o abismo. Ainda o vi a espernear no ar enquanto caia...
(poft)
PAURA IN CRACO
Estou sentado num muro, perto da igreja. A erva cresce por entre as pedras que compõem o chão, dançando ao vento. Oiço o bater de janelas de madeira podre, ainda resistentes depois de tantos anos. Á minha volta edificios vazios, não se ouve uma viva alma. Estou em Craco. Uma cidade fantasma, abandonada depois de uma série de tremores de terra e deslizamentos de terra a terem tornado inabitável. Nem um cão, nem um gato, nada, não se via viva alma. Um silêncio arrepiante que me faz assobiar nervosamente para não me sentir sozinho. Vou á igreja passando por cima da porta de madeira maciça que adorna agora o chão da praça da igreja. A entrada da igreja parece que vai cair a qualquer momento. Ficamos abismados com a beleza daquele lugar. Um autentico tesouro para qualquer Indiana Jones wannabe como nós somos. Ainda lá estão os frescos cristãos, os restos das escadas, os ossos dos mortos até o sino ainda lá está. Um espectáculo sem palavras. As paredes estão cheias de inscrições de quem já lá esteve. Decidimos deixar a nossa marca, o Vincenzo sai para procurar algo para escrever. Foi nesse momento que vi aquilo que não posso ter visto. Olhei para o Vincenzo que se debruçava sobre a porta á procura de um prego solto quando reparei num vulto sobre ele. Como se vestisse um lençol branco rasgado esvoaçante com o vento. Apenas lhe cobria o que parecia ser o tronco. Fazia uma espécie de capuz sobre o que era a cabeça. Não lhe vi o rosto, estava de cabeça baixa. Parecia estender o braço ao Vince. Para lhe tocar. Pisquei os olhos tentando ver melhor. Mas já lá não estava.
Foi o meio segundo mais assustador da minha vida!
AS ÁRVORES NÃO SE MEXEM
Saimos de Craco, o Vince recebe um telefonema, era o Michele de Oria a dizer-nos para lá irmos. Era dificil, mas o Vincent está pensativo. Entramos no carro, ele liga-o e engata a marcha atrás enquanto falamos de Craco e do que disse o Michael. Ele segue em marcha-atrás sem olhar para trás. Não há qualquer carro perto de nós ou qualquer outro obstáculo, calhou simplesmente fazer marcha-atrás. Continuamos em marcha-atrás e a conversar como se nada fosse. Começo a pensar, aquilo que nós ás vezes fazemos. Vou dizer ao Vincent para ter cuidado, ele tambem está a olhar para mim, quase que consigo ler no olhar dele que está a pensar o mesmo que eu. Aquilo que passou pela nossa cabeça naqueles 15 milésimos de segundo foi algo do género "Não havia ali uma árvore?"
De facto havia, e de facto batemos nela, depois de termos feito uns bons dez metros em marcha-atrás. Ainda lá devem estar cravados naquela árvore os pedaços de farol traseiro do carro do Vincent!
VOCÊ FALA PORTUGUÊS?
Otranto, algures na 3ª semana. Cidade turisitica de águas de um azul cristalino. Como é obvio é agora, fora da época alta uma cidade vazia. Depois da voltinha pela cidade decidimos descansar junto ao mar esperando o próximo comboio. Reparo num velho pescador á linha. A jogar a linha á agua, pelo meio das pedras. "Olha Vince aquele pescador está a apanhar polvos como se faz lá em Olhão". Ficamos ali a ver o senhor pescar e reparamos que cá em cima a alguns metros de nós uma senhora idosa observa-o atentamente, deve ser a sua mulher certamente. Ela cumprimenta muita gente que passa na rua e reparo que reconheço algumas palavras. "Vincent aquela senhora é portuguesa" digo eu. Ele abana a cabeça e chama-me de louco. O marido atira um povo acabadinho de pescar para a mulher cá em cima. Ela comenta com um outro senhor que passa e as palavras em português são obvias.
Vincenzo: VocÊ fala português?
Senhora: Sim, vocÊs são brasileiros?
Eu: Não, eu sou português, e ele é daqui de Lecce
Senhora: Ai é? E sois de onde?
Eu: Algarve, Olhão. A senhora?
Senhora: Sou de Viseu. Conheci o meu marido na Alemanha. Já não vou a Portugal há 20 anos.
Vincenzo: Isto é que foi sorte encontrar uma portuguesa em Ortranto.
Senhora: A única portuguesa. Há uma senhora espanhola aqui numa cidade perto. Mas aqui nesta zona sou a única portuguesa residente. Já vivo aqui há 20 anos com o meu marido e nunca tive vontade de voltar a Portugal.
Não se costuma dizer que o nosso lar é onde o nosso coração estiver? Pois encontrei o exemplo vivo disso mesmo.
A VIAGEM (traduzido do Italiano)
Tempo: 7 de Novembro de 2008
Espaço Estação de Comboios de Lecce
Vincenzo: Desculpe eram dois bilhetes para o Eurostar para Roma no Domingo ás 18 se faz favor. Vendedor: Está a pedir um bilhete para dia 9 de Novembro para Roma no Eurostar das 18 correcto?
Vincenzo: Sim.
Vendedor: Aconcelho-o a não ir nesse comboio pois há uma greve marcada para esse dia.
Vincenzo: Greve?!
Vendedor: Sim, pode arriscar ir nesse comboio e caso o maquinista faça greve o comboio ficará parado na linha até ao fim da greve.
Vincenzo: Então e quanto tempo dura a greve?
Vendedor: 12 horas. Pode tentar ir num comboio mais cedo ou na Segunda-Feira.
Vincenzo: Então e mais cedo que comboios há?
Vendedor: Há o Eurostar das 14 e o das 6 da manhã. Mas acho que o das 14 já está esgotado. Deixe ver... Sim está cheio.
Vincenzo: E na segunda quais são os comboios que há?
Vendedor: Eurostar? Só o das 18.
Vincenzo: Muito obrigado.
Eu: Como vamos fazer?
Vincenzo: Não sei. Amanhã vamos a Pompeia e depois so temos o comboio das 6 da manhã ou o de Segunda-Feira ao fim do dia.
Eu: Se vamos nesse das 18 perdemos um dia inteiro sem estar em Roma.
Vincenzo: É verdade, mas ás 6 da manhã tambem é muito cedo.
Eu: Mas parece-me ser mesmo a nossa única hipótese.
Vincenzo: Então, resumindo. Apanhamos agora o comboio para Oria para a casa do Michele, passamos lá a noite, amanhã ás 5 e meia da manhã já temos que estar a caminho de Pompeia. Para lá estarmos ás 10 da manhã. Voltamos para casa, o mais cedo e rápido possivel para depois de amanhã ás 6 da manhã estarmos no comboio para Roma.
Eu: Acho que vai ser cansativo.
Vincenzo: Sim, amanhã viagem de ida e volta para Pompeia, são uns 800 kms, depois todo o dia a pé em Pompeia. Depois mal dormimos e 6 horas de comboio para Roma e ainda temos de aproveitar esse dia para vermos algumas coisas.
É caso para dizer, "quem corre por gosto não cansa"
ROMA
Estar perante as ruinas do forum de Roma. Testemunhar a desolação arruinada hoje cheia de Turistas é tentar imaginar todos estes templos, todas estes espaços no seu esplendor de há 2000 anos atrás. Consigo imaginar todos estes edificios perfeitamente edificados á moda romana. Imagino as ruas banhadas pelas sombras destes edificios imponentes. Mas consigo tambem não ver o chão pois milhares de pessoas sobem e descem estas ruas enquanto as carroças passam por estas vias marcando-as eternamente com as suas rodas de madeira e ferro. Fala-se latim. O som de mlihares de pessoas a falar, a movimentar-se, vestidos com as suas vestes brancas e coloridas. Homens, mulheres, crianças, escravos, libertos, bandidos, senadores, imperadores, reis, prostitutas, comerciantes, assassinos, legionarios, carpinteiros, gladiadores, ferreiros... todos eles passaram por aqui, nestas mesmas pedras que agora eu piso. Estou perante apenas umas sombra do que este local já foi.
TU ÉS PORTUGUÊS?
Chove, voltei a Bolonha. a noite já caiu á muito. Estamos perto das torres. Hoje é uma grande noite de festa, é a festa de final de curso de um amigo do Mauri. As pessoas vão chegando, todos eles estudaram português na Universidade. Todos me cumprimento num português cheio de italiano, o unico portuguÊs que oiço há quase um mês. O Mauri informa-me que vem um português á festa esta noite. Um rapaz italiano cujo pai é português e que portanto fala muito bem português. Ele chega. E o Mauri apressa-se em dizer-lhe quem eu sou e de onde sou. Esse rapaz, de nome Miguel olha para mim com um certo ar de surpresa perguntando no mais perfeito português alfacinha:
- Tu és português?
- Cosa?
Respondo naturalmente, só quando ele repetiu a a pergunta percebi o que me perguntou. Era um claro sinal do tempo que passara sem ouvir a minha lingua materna
AAAAAH.... VENICE
Ultimo dia em Italia, estou em Veneza. Eu e o Mauri decidimos não seguir os caminhos convenciomais e o resultado foi estarmos completamente perdidos no meio de Veneza. Inumeras vezes seguimos ruelas e becos apenas para acabarmos quase dentro de um canal. Depois de muito andarmos, encontramos finalmente a famosa praça de S. Marco. Decididos a tomar um café no primeiro café que encontrarmos nesta praça. Só mesmo para o estilo de tomar um café na praça de S. Marco em Veneza. Sentamo-nos num café muito chique, o unico por assim dizer. O rapaz que está a servir á mesa convida-nos a ver a ementa o que fazemos educadamente, embora já saibamos o que queremos.
O Mauri olha para mim, e eu olho para ele. "É melhor irmos embora não achas?" Concordo.
O café era 4,70€. Ao menos podiam fazer logo o café a 5€ para arredondar...
LABIRINTO VENEZIANO
O dia já está a terminar e procuramos o caminho mais rapido para a estação de comboios. Escusado será dizer que nos voltámos a perder. Sentimo-nos num autentico labirinto. Passa por nós um casal nordico, seguimos o caminho de onde eles vieram para acabarmos num beco sem saida. Voltamos para trás e vemo-los a seguir por um outro caminho de onde vinham duas asiáticas. Seguimos o casal mas eles voltam para trás, outro beco sem saida. As asiaticas entraram agora no caminho de onde saimos á pouco, vão tambem para um beco sem saida. Não se vê qualquer pessoa na rua, apenas um café ao fundo da rua, mas nenhuma indicação. Seguimos ate ao fim da rua, eu, o Mauri, as asiaticas e o casal nordico. Outra rua a desembocar num canal. Olho para o café ali mesmo ao lado, tinha um letreiro na porta que dizia: "Information 1€". Felizmente o caminho seguinte que tentámos seguir era a saida daquele labirinto de ruas e ruelas, se não lá tinhamos que desembolsar 1€ para sair dali!
Alpes, Novembro de 2008
O avião sobrevoa a fronteira com a França. Acabei de ligar o portatil e começo a ver as fotos que tirei no ultimo mês. Conheci um pais, conheci um povo, conheci uma cultura cheia de historia, cheia de passado. Conheci Italia de Norte a Sul. Vejo como fiz uma viagem única e que até poucos italianos fizeram. Subi á torre mais alta de Bolonha, conheci a noite de Bolonha. Viajei pelos Apeninos, fui a Novafeltria, e ao festival de cogumelos de Santa Agatha Feltria. Conheci a casa da Jessica em Novafeltria e Urbino. Vi o pôr-do-sol em San Leo. Vivi com a familia do Mauri durante uma semana. Deliciei-me com as melhores pizzas com Mozzarella de Vuffalo no "Il Tarabacco". Passei de baixo do arco de Augusto em Rimini, tal como atravessei a ponte romana. Fomos á casa do Cirurgião, e molhei os pés no Adriático. Subi até ao topo de San Marino, perdido por entre as nuvens. Vi os mosaicos bizantinos de Ravenna, conheci a noite de Rimini.
Visitei o tacão da bota, conheci os amigos do Vincenzo. Não vou esquecer a noite no William Wallace onde bebi whisky á borla e conheci uma bela ragazza italiana. Conheci de uma ponta a outra Lecce! Conheci e vivi com a familia do Vincenzo. Inesquecivel a massa caseira da avó dele e o vinho caseiro. Desci e subi as ruas de Tursi, subi ao cume do Monte Copolo. Percorri as ruas arruinadas e assombrosas de Craco. Viajei pela Basilicata até Matera. Tive a sorte de ir á festa de fim de curso da Antonella (Bacci e auguri per te =)). Conheci uma verdadeira familia italiana e brinquei com o pequeno Giovanni. Fui a Policoro, Taranto, Galipoli e Ortanto onde conheci a unica portuguesa da região. Fui tratado como um amigo de longa data pelo Michele e a sua mãe naquela noite que lá fiquei em Oria. Visitei Oria com um excelente guia de nome Michele e um fiel companheiro que nos seguia por todo o lado. Descobri que em Italia se atesta o deposito com o carro ligado.
Fiz uma roadtrip a Pompeia, perdi-me em Pompeia, encontrei uma Terra Sigillata em Pompeia, fui ao anfiteatro, á vila dos misterios, ao teatro, ao forum, ás casas grandes, ás casas pequenas, ao jardim dos fugitivos, ao lupinarium, á necrópole, ás termas, vi o Vesuvio. Fui a Roma, entrei no Vaticano, vi a estátua de Carlos Magno. Vi o Coliseu e o Forum, circulei na Via Appia e explorei as catacumbas cristãs, vi o monumento aos martires da 2ª Grande Guerra. Fui á praça de Espanha e bebi o melhor café do mundo junto ao Panteão. Fui á Ara Pacis, e atirei uma moeda para a Fontana di Trevi. Visitei o museu capitolino. Tudo isto graças á tua hospitalidade Concetta. :)
Voltei a Bolonha, impressionei-me com as maratonas de Lost, e joguei Poker á la italiana! Andei sozinho pelas ruas de Bolonha sentindo a chuva torrencial bater no meu capuz. Tirei uma foto da Ponte Vechio de Florença e perdi-me completamente em Veneza. E ainda fui atacado por gaivotas, pardais e pombos que me queriam devorar a sandes na praça de S. Marco em Veneza.
Foi uma viagem única, uma viagem melhor que tantas outras que já fiz. Posso dizer com todas as letras, conheci Italia.
P.S. GRACIE MILLE MAURI E VINCE!!!! AMICI ROMANI DEL CUORE
1 comentário:
esta foto está o maximo, abraço Luis
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