Caminhei, incautamente, por aquele caminho mais uma vez. Passo a passo, levado pelo adocicado sabor de tentação disfarçada de suicidio inadvertido. Caminhei directamente para o abismo, uma vez mais. O sol nasce uma vez mais nas minhas costas. Vejo a minha sombra á minha frente, reflexo daquilo que agora não sou. Caio de joelhos no chão chorando, hoje forcei mais uma vez a minha alma a cometer suicidio. Sou um ser sem alma virado para a escuridão.
Da escuridão vejo alguem a sair lentamente. Cambaleia, procurando a luz. Corro para esse alguem pois reconheci-a e ainda sei o caminho que precorri. Dou-lhe a mão, para ajudá-la a deixar as trevas. Puxo-a levemente, para a luz. Mas ainda é cedo para se expor completamente ao sol, por isso, fica ali naquele limbo. Não insisto, pois não sei apagar a dor, o sofrimento, o medo, a raiva, o ódio e o vazio de uma alma moribunda. Apenas posso agora estar neste limbo junto a esta alma ferida tendo esperança que um dia esta alma tenha força suficiente para caminhar para a luz. Fico aqui a cuidar de ti como posso, como sei, como tento ser aquilo que sempre quis ser e raramente fui. Sopra um vento bruto do abismo negro, mas este vento não vai me tirar daqui, não te vou largar, não te vou deixar de abraçar enquanto não conseguires olhar a luz e caminhar para ela.
Olho para o sol. Ainda sei o caminho de regresso. Não estou perdido, mas novamente me encontro. Sinto o calor do sol no meu rosto, fecho os olhos enquanto a minha alma ressuscita mais uma vez dentro de mim. Se calha nunca morreu, mas apenas esteve ás portas da morte, não sei. Apenas sei que a sinto outra vez. Sinto vontade de voltar para a luz, para o caminho certo mas por enquanto estou aqui porque não vou abandonar esta pessoa que abraço. Através daquilo que te posso dar, estou lentamente a redimir-me e um dia caminharemos os dois em direcção oposta ao abismo.
Da escuridão vejo alguem a sair lentamente. Cambaleia, procurando a luz. Corro para esse alguem pois reconheci-a e ainda sei o caminho que precorri. Dou-lhe a mão, para ajudá-la a deixar as trevas. Puxo-a levemente, para a luz. Mas ainda é cedo para se expor completamente ao sol, por isso, fica ali naquele limbo. Não insisto, pois não sei apagar a dor, o sofrimento, o medo, a raiva, o ódio e o vazio de uma alma moribunda. Apenas posso agora estar neste limbo junto a esta alma ferida tendo esperança que um dia esta alma tenha força suficiente para caminhar para a luz. Fico aqui a cuidar de ti como posso, como sei, como tento ser aquilo que sempre quis ser e raramente fui. Sopra um vento bruto do abismo negro, mas este vento não vai me tirar daqui, não te vou largar, não te vou deixar de abraçar enquanto não conseguires olhar a luz e caminhar para ela.
Olho para o sol. Ainda sei o caminho de regresso. Não estou perdido, mas novamente me encontro. Sinto o calor do sol no meu rosto, fecho os olhos enquanto a minha alma ressuscita mais uma vez dentro de mim. Se calha nunca morreu, mas apenas esteve ás portas da morte, não sei. Apenas sei que a sinto outra vez. Sinto vontade de voltar para a luz, para o caminho certo mas por enquanto estou aqui porque não vou abandonar esta pessoa que abraço. Através daquilo que te posso dar, estou lentamente a redimir-me e um dia caminharemos os dois em direcção oposta ao abismo.
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