Chegou ao trabalho e foi chamado ao gabinete do director.
- Roberto é o seguinte. Vais trabalhar agora com a Cristina. A ver se ela te ajuda a terminar o projecto onde estás encravado há meses...
Engoliu em seco.
- Então vou ter de mudar-me para perto do cubiculo dela?
-Não, já tratámos disso. Se tivesses chegado a horas terias reparado na mudança. E até a ajudado.
- Pois. - Começou a ter suores frios.
- Enfim. A ver se despachas isso antes do fim do mês.
Foi para o seu cúbiculo e foi recebido por um sorriso amarelo dela. Sentou-se em frente ao computador. O perfume dela emanava do outro lado do contraplacado e o som dos seus delicados dedos a escreverem no teclado eram como música para os seus ouvidos.
Sentiu uma dor forte no estomago. Como um murro. Não conseguia respirar. A barriga começou a inchar, até ao ponto que rebentou os botões da camisa. O inchaço rasgou completamente a camisa interior. Sentia-se um enorme balão prestes a levantar vôo. Suava, já não conseguia respirar. Ia soltar um grito de pânico.
Cristina olhou para Roberto. Ele respirava fundo. Completamente encharcado em suor. De tronco nú, e com a roupa em fanicos. Olhava atónito para si mesmo como que tentando perceber o que acontecera...
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