Jorge olhava agora o dragão que rugia desafiando-o. O homem sabia perfeitamente o que tinha de fazer para derrotar o dragão, era no entanto preciso agora ter muita sorte. Retirou uma luva e depois a outra, jogando-as no chão empoeirado. Tirou a armadura que lhe cobria o peito, sentiu frio quando o vento quente tocou o seu corpo molhado pelo suor. Despiu a cota de malha, tinha agora apenas vestida uma camisa branca já amarelecida por tantos dias de estrada. Retirou as calças em aço pesado e as botas. Estava agora apenas com uma vestimenta em linho rudimentar que usava para que o ferro da armadura não o magoasse.
O dragão rugia e libertava fogo pela boca, batendo com as patas no chão. Começou a correr em direcção a Jorge. Agora sem armadura devorá-lo-ia de um trago. Jorge tinha agora que pensar rápido enquanto a besta crescia diante dele. Não tinha arma, pois a sua espada estava inutilizada. Procurou no chão por uma espada. Mas não havia nenhuma. Viu no entanto, na poeira, um punhal, apanhou-o. As suas hipóteses eram muitíssimo reduzidas. Mas não ia desistir, estava em jogo muita coisa, a vida dos aldeões, da rapariga que ia ser sacrificada ao dragão caso ele falhasse. Mas acima de tudo, estava em risco a sua honra. A morte antes da desonra, pensou enquanto corria determinado contra a besta empunhando aquele punhal enferrujado que ali há muitas luas jazia.
Correu tendo perfeitamente a consciência que corria para a morte certa, no entanto, estava determinado a pelo menos magoar o dragão. A besta crescia perante ele enquanto se aproximava, cada vez mais próximo o fim, cada vez mais próximo o juízo final para aquele simples cavaleiro. No entanto algo distraiu-o, algo brilhava no chão, tentou vislumbrar o que era. Era uma espada, luzidia, como acabada de ser forjada! Estava no entanto a alguns metros dele, e o dragão já estava perto. Precisava de comprar tempo. Deteve-se. Olhou o dragão fazendo pontaria com o punhal. Atirou-o com o máximo da sua perícia, tentando acertar num olho da besta. Acertou com a ponta mesmo dentro deum uma das narinas do dragão. Este guinchou de surpresa, e jogou as patas ao focinho. No entanto, Jorge não viu esta sua reacção, pois já corria em direcção á espada. O dragão, que não tirara a vista do homem, percebeu então o que ele estava a fazer. Correu para ele, com o máximo das suas forças. Jorge sentiu a besta atrás de si, cada vez mais perto. Mas a espada estava mais perto, sentiu um bafo de fogo nas suas costas, saltou para apanhar a espada, enquanto o chão onde pisara, se tornava carvão das labaredas lançadas pelo dragão. Jorge apanhou a espada, rebolou no chão, virando-se de barriga para cima, empunhando a espada. Desapareceu. Por entre a fileira de dentes da boca do dragão.
Cheirava a carne podre, a carne queimada, a morte, a fogo, a queimado. O dragão mexia as mandíbulas como sempre fazia para matar as suas vitimas. Mas Jorge ainda estava vivo, perdera um braço que ficara no chão onde o dragão o abocanhara. Por sorte não havia sido o braço onde empunhava a espada. Estava ciente que perdera o braço, mas havia algo bem mais importante que o seu braço agora. Tinha que vencer o dragão, pois estava agora exactamente onde queria estar. O dragão lutava por mastigá-lo, mas esta não era a primeira boca de um dragão onde o cavaleiro matador de dragões estava. Jorge empurrou-se pela garganta do dragão, embora este contraísse os seus músculos para não o engolir. O dragão cuspiu fogo com toda a força do seu bafo de chamas. Mas Jorge sabia bem desta habilidade dos grandes lagartos. Sabia por isso que só descendo a garganta do dragão salvar-se-ia das chamas. Sentiu uma dor grotesca em ambos os pés, que ainda estavam na boca do dragão. Gritou, lutando contra os músculos do esófago do dragão. Pedaços de armadura, ossos e armas de outros cavaleiros que antes dele tinham encontrado o dragão. Jorge tinha de empurrar estes restos para a sua frente para conseguir prosseguir. Sentia-se apertado, quase sem ar, não sentia as pernas dos joelhos para baixo, mas com as suas ultimas forças tinha de conseguir. Ouvia o dragão a guinchar em pânico, contorcendo-se. O dragão já sabia o fim que lhe esperava, bastava a Jorge estar na posição ideal para acabar com a besta. Sentiu-se a chegar a um espaço amplo, um cheiro forte imperava nesse local. Os restos que empurrara todo aquele tempo pelo longo esófago caíram pela gravidade. Ouvi-os mergulhar em algo e o som de como se tivessem incendiado, mas nada via. Estava escuro como o breu. Conseguiu puxar-se para fora esófago, por altura do peito. Ainda segurava a espada na mão, estava completamente ensopado em saliva de dragão. O dragão agitava-se, contorcia-se, guinchava, cuspia fogo. Jorge empunhou a espada, com o máximo das forças que tinha no seu único braço, na sua única mão. Deslizou a espada em toda a carne que encontrava, só precisava de cortar a carne das entranhas do dragão.
O dragão rugia e libertava fogo pela boca, batendo com as patas no chão. Começou a correr em direcção a Jorge. Agora sem armadura devorá-lo-ia de um trago. Jorge tinha agora que pensar rápido enquanto a besta crescia diante dele. Não tinha arma, pois a sua espada estava inutilizada. Procurou no chão por uma espada. Mas não havia nenhuma. Viu no entanto, na poeira, um punhal, apanhou-o. As suas hipóteses eram muitíssimo reduzidas. Mas não ia desistir, estava em jogo muita coisa, a vida dos aldeões, da rapariga que ia ser sacrificada ao dragão caso ele falhasse. Mas acima de tudo, estava em risco a sua honra. A morte antes da desonra, pensou enquanto corria determinado contra a besta empunhando aquele punhal enferrujado que ali há muitas luas jazia.
Correu tendo perfeitamente a consciência que corria para a morte certa, no entanto, estava determinado a pelo menos magoar o dragão. A besta crescia perante ele enquanto se aproximava, cada vez mais próximo o fim, cada vez mais próximo o juízo final para aquele simples cavaleiro. No entanto algo distraiu-o, algo brilhava no chão, tentou vislumbrar o que era. Era uma espada, luzidia, como acabada de ser forjada! Estava no entanto a alguns metros dele, e o dragão já estava perto. Precisava de comprar tempo. Deteve-se. Olhou o dragão fazendo pontaria com o punhal. Atirou-o com o máximo da sua perícia, tentando acertar num olho da besta. Acertou com a ponta mesmo dentro deum uma das narinas do dragão. Este guinchou de surpresa, e jogou as patas ao focinho. No entanto, Jorge não viu esta sua reacção, pois já corria em direcção á espada. O dragão, que não tirara a vista do homem, percebeu então o que ele estava a fazer. Correu para ele, com o máximo das suas forças. Jorge sentiu a besta atrás de si, cada vez mais perto. Mas a espada estava mais perto, sentiu um bafo de fogo nas suas costas, saltou para apanhar a espada, enquanto o chão onde pisara, se tornava carvão das labaredas lançadas pelo dragão. Jorge apanhou a espada, rebolou no chão, virando-se de barriga para cima, empunhando a espada. Desapareceu. Por entre a fileira de dentes da boca do dragão.
Cheirava a carne podre, a carne queimada, a morte, a fogo, a queimado. O dragão mexia as mandíbulas como sempre fazia para matar as suas vitimas. Mas Jorge ainda estava vivo, perdera um braço que ficara no chão onde o dragão o abocanhara. Por sorte não havia sido o braço onde empunhava a espada. Estava ciente que perdera o braço, mas havia algo bem mais importante que o seu braço agora. Tinha que vencer o dragão, pois estava agora exactamente onde queria estar. O dragão lutava por mastigá-lo, mas esta não era a primeira boca de um dragão onde o cavaleiro matador de dragões estava. Jorge empurrou-se pela garganta do dragão, embora este contraísse os seus músculos para não o engolir. O dragão cuspiu fogo com toda a força do seu bafo de chamas. Mas Jorge sabia bem desta habilidade dos grandes lagartos. Sabia por isso que só descendo a garganta do dragão salvar-se-ia das chamas. Sentiu uma dor grotesca em ambos os pés, que ainda estavam na boca do dragão. Gritou, lutando contra os músculos do esófago do dragão. Pedaços de armadura, ossos e armas de outros cavaleiros que antes dele tinham encontrado o dragão. Jorge tinha de empurrar estes restos para a sua frente para conseguir prosseguir. Sentia-se apertado, quase sem ar, não sentia as pernas dos joelhos para baixo, mas com as suas ultimas forças tinha de conseguir. Ouvia o dragão a guinchar em pânico, contorcendo-se. O dragão já sabia o fim que lhe esperava, bastava a Jorge estar na posição ideal para acabar com a besta. Sentiu-se a chegar a um espaço amplo, um cheiro forte imperava nesse local. Os restos que empurrara todo aquele tempo pelo longo esófago caíram pela gravidade. Ouvi-os mergulhar em algo e o som de como se tivessem incendiado, mas nada via. Estava escuro como o breu. Conseguiu puxar-se para fora esófago, por altura do peito. Ainda segurava a espada na mão, estava completamente ensopado em saliva de dragão. O dragão agitava-se, contorcia-se, guinchava, cuspia fogo. Jorge empunhou a espada, com o máximo das forças que tinha no seu único braço, na sua única mão. Deslizou a espada em toda a carne que encontrava, só precisava de cortar a carne das entranhas do dragão.
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